17 de dez. de 2010

Uma vida é pouco

Um comentário:
Já fui árcade, já fui romântico, já quis trovar e até mesmo só ficar com meus iluminados pensamentos.
Já me disse ser um "homem de mil amores", já desejei ter somente um para me casar e até mesmo não quis mais amar.
(Sempre acho, como sempre achei, que o meu amor de hoje é o pra sempre, mas certo está Vinícius: "Que não seja imortal, posto que é chama/Mas que seja infinito enquanto dure").
Já pensei em levar minha vida ou deixá-la guiar-me, já pensei em me perder na vida ou até mesmo viver sem ela.
Já durmi noites em claro, já durmi em dias de insônia, já acordei sonhando e até mesmo acordei e nem sequer levantei.
("já vi o fim do mundo algumas vezes, é o sentimento mais comum, na manhã seguinte estava tudo bem", bela frase de Humberto Gessinger)
Já derramei mais lágrimas do que tem de água o Nilo, e delas mais sal do que no Morto. (Já disse o rei Davi: "O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." Salmos 30:5)
Já planejei meu futuro, e sei cada passo que darei até alcançá-lo, isso me faz querer viver logo para chegar até lá! Quero viver! Viver logo tudo que tenho para viver, mas quero também que cada instante que vivo dure para sempre! É pedir muito a imortalidade? É viver demais? É, querer o impossível, tamanho egoísmo?
Sei que posso confiar em mim, até me disse: "e se em algum momento sentir a necessidade de procurar por alguém, para te ajudar naquilo que nem você consegue explicar o que é, pode ter certeza que eu já saberei o que se passa, e estarei aqui!". Disse à mim mesmo e sei que cada palavra fora verdadeira! Posso confiar em mim e no meu mestre Tempo!
Será que o que sinto e o que me pergunto foi o que Sócrates ou até Nietzsche se perguntaram? Passaram eles, sendo tão eles como foram, o que passo eu agora, sendo tanto eu como sou, tantas noites de devaneios assim?...
Acho que sonhei, sim, acho que uma noite dessas aconteceu comigo algo que chamam de sonho, foi tão bom e tão perfeito que fora impossível, durou mil e uma noites (e ainda estou contando-as), não quis acordar, mas a vida me chamava loucamente gritando "levanta! está na hora de acordar!"
Quero agora, mais do que nunca, viver. Viver a vida louca vida que me acordou!
Posso depois me tornar mais algum, perdido no tempo, literário ou filósofo. Posso depois amar mais, me casar, juntar, amar de novo...
Posso tudo agora, mas tenho um medo novo agora: uma só vida basta para viver tudo?

9 de dez. de 2010

(minha) Fé (agora)

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O que é crer? Ter certeza de algo que não é real, algo que ainda não é real, algo que escolhemos acreditar, dar crédito ao desconhecido?O que é?
"A fé é ignorar tudo aquilo que é verdade.", será Nietzsche?
"Se a crença é apenas subjetivamente suficiente e se é, ao mesmo tempo, considerada objetivamente insuficiente, chama-se fé", posso crer nisso Kant?
"Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem." Hebreus 11:1, seria tal prova tão firme?
"A fé necessita de uma base, base que é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer. E, para crer, não basta ver; é preciso, sobretudo, compreender.", devo compreender ou crer Kardec? Ambos?
Não me importa as definições! Hoje creio, tenho fé, acredito, e o que mais quiserem chamar, de que além de dar tudo certo, num futuro próximo, como tudo em minha vida que deixei nas mãos do Tempo, o que sonhei, planejei, escolhi, me dispus e hoje sonho ter para mim, se encontrarão de uma vez só, culminarão junto a mim no alto ponto do regozijo do meu ser, então agradecerei a quem merecer meu agradecimento e comemorarei ao lado de todos que quiserem comemorar comigo!
Creio...apenas creio... continuo acreditando... Aí está: para mim, hoje, crer é ter esperança, e tenho esperança no dia de amanhã, no amanhã além de amanhã, no futuro-tempo que ali na frente me aguarda.

18 de nov. de 2010

Rumo

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Novos ares, seja o poluido entre os arranhas céus, seja o fresco e úmido campestre.

O que quer a Vida quando muda nossos rumos?
O que quer a Vida quando deixamos-nos em suas mãos?
O que quer a Vida?
Sabemos que Ela nos prepara um final para cada nova história que começa,
não sabemos qual, como, feliz ou infeliz,
mas o desfecho da história chegará em algum momento...
Deixemos isso então nas mãos do Tempo.

O Tempo...
Grande mestre, sábio, unipresente-passado-e-futuro.
Simples e majestosamente, o Tempo.
O Tempo NUNCA mudou seu tempo, sua velocidade, seu "espaço-tempo",
apenas nós, viventes Nele, que O vivemos tentando alterá-Lo,
manipulados por nossas mentes queremos mais "espaço" do que "tempo".

Dizem os Árcades, e repito: Carpe Diem.
mas carpi vós não só o dia, carpi também vossos momentus, cada um deles!
Pois um dia é muito,
é um muito de momentos, um conjunto real pertencente aos complexos.
É tudo junto com ações, atos e decisões.

Decisões...
quem disse que decidimos dar nossas vidas nas mãos da Vida?
Então quem a autorizou a mudar nossos rumos?
Quem assinou a procuração? Procuremos o tal sujeito, senão ele ficará elíptico na frase.
Eu também quero escrever o final da história! Não só pôr seu ponto final.

Façamos assim então:
A Vida nos dá os caminhos,
o Tempo nos instrui,
aproveitemos cada momento,
ai sim, enfim, decidimos o rumo a seguir.

26 de out. de 2010

26 de outubro de 2009

3 comentários:

Hoje foi um dia estranho.
É interesante como 365 dias nos fazem mudar e pensar...
Hoje senti carência, mas não quis carinho.
Hoje errei, mas não quis perdão pelo meu erro.
Hoje surtei e me senti são para aconselhar.
Hoje lembrei de momentos ruins, mas não senti dor por lembrar.
Hoje vivi mais um dia,
Mas parece que ele foi um vazio no calendário...

Passou-se um ano, mas meu coração continua de carne,
continua de lembranças,
continua feito do que sempre foi...
Não é de aço, nem de metal.

Quero correr sem medo de cair,
digo isso agora da forma mais concreta possível,
nada de duplos sentidos.

Amo a vida
e suas metamorfoses,
suas operações e cirurgias,
suas contantes adaptações....

10 de out. de 2010

À quem quiser "ouvir"

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(só publiquei esse texto porque passei minha noite/madrugada de sábado escrevendo-o e me disse que o publicaria)

Zero hora, mas pra mim parece que é meio-dia. Tá um friozinho gostoso, eu de blusa de capuz, querendo pensar. Sabe, em tudo. Não me importo de tentar passar a noite em claro aqui sentado, nesse banco, e amanhecer com as costas doendo e frias por ter dormido nele. Sabia que eu nunca durmi "ao relento"? Mesmo já tendo outras vezes cogitado tal ato, mas nunca o fiz...Quem sabe hoje. Talvez no fim desse texto você descubra. Cara, agora que caiu a ficha, já é dia dez do mês dez de dois mil e dez. Até trouxe minha câmera pra quiçá tirar uma foto. Olha que... (não me lembro agora da expressão que eu queria usar, mas entendam como "coisa do destino"), estou de frente pro prédio do hospital onde fiquei internado depois do meu acidente, notei até a luz do quarto em que fiquei. Ah é, meu acidente! Dia vinte e seis desse mês já completa um ano, nossa! Acho que o pessoal que tá passando de carro devem estar achando que eu sou "locão", mas até que sou louco mesmo! Afinal, o que é normal? Não querer ficar sentado no  banco do condomínio, e não fazer reflexões, e ainda por cima não escrevê-las é normal? Ah, vão te catar seus loucos! Pelo menos assumo minha sã insanidade. Hum, será que as formigas dormem? É porque tem uns formigueiros aqui perto d'onde eu tô sentado e não vejo movimentação alguma. Aaa...(suspiro) ouço o som das folhas se chocando nas copas das árvores quando esse frio vento, que tinha me feito pôr o capuz, as empurra. Acabou de pousar um inseto, que tô tentando descobrir qual é, na folha que tô escrevendo. Só pra constar: se você já leu algum outro texto meu, deve (ou não) estar reparando que: primeiro não tô preocupado com as palavras, a formatação e "piriri-poróró", e segundo que eu acho que esse texto vai acabar em lugar nenhum. Mas voltando, pra onde eu não sei, mas beleza, vamos seguindo. Sabia que minha "janta" foi um bolhinho de queijo frito, que comi há cinco horas atrás? Nem tô com fome, mas se minha cabeça começar a doer eu aviso ok? Oh, acabei de ver duas pequenas formigas ([cochicho] acho que elas estão meio tontas, sei lá). Hum, o céu tá meio alaranjado por aqui, que estranho, se é noite não deveria o céu estar negro? Pára tudo, eu já disse que tá mó friaca né? Como assim a mina desce a escada com uma saia um pouco acima do joelho, acho que de salto, vem até o carro, o carro sai e ela volta, e tipo: e a saia? Como assim, num sente frio não? (deixa pra lá) Tá, cansei de ficar sentado, vo deitar no banco, se pans já recomeço à escrever. Melhor, vou tirar alguma foto, mas deitado no banco. Haha, tinha que escrever isso: o guardinha passou, me viu deitado no banco e ficou, tipo, sei lá, meio que com medo, com curiosidade. Me achou louco é claro!

Tá ai, vou acabando por aqui (eu disse que esse texto chegaria à lugar nenhum), mas é que minhas costas começaram a doer nesse banco frio, o vento ta gelado, e minha cabeça ta começando a doer de fome (eu disse que avisaria). Entonces, fui!

24 de set. de 2010

Sabimento II

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Pane! O que fazer quando nossa mente trava, pára; por talvez não sabermos o que fazer, ou não esperarmos tal circunstância?
Não confunda sabedoria com conhecimento. Ser sábio é mais! Ser sábio é conceituar o conhecimento obtido, ser sábio é pensar em tudo a sua volta, ser sábio é não julgar e entender.
O inteligente, como disse meu professor de química do 2º Ano, aprende com seus próprios erros e não volta a cometê-los; todavia, o sábio analisa o erro dos outros, aprende com eles e, mesmo assim, não promete nunca cometê-los...
O sábio (verdadeiro) é quase um vidente, pois enquanto os espertos tentam lidar com as circunstâncias e perdem tempo "travados", parados, pensando em como lidar com o que se passa, o sábio projeta, previamente, todas as possibilidades e consequências, assim planejando todas as soluções, cada uma a qual com os fatos.
Não se aprende ser sábio em livros, textos ou histórias. Sábio é o que se torna sábio pelo simples fato de saber que está fazendo-o.
Mas "Não te consideres sábio a teus próprios olhos" (pro.3 ; 7) ,como disse Salomão, o mais sábio dos homens segundo a cultura judáica, o sábio não se considera sábio, ele simplesmente o é! "Escutai a correção e sede sábios, não a desprezeis." (pro. 8 ; 33)
Sobre a sabedoria, Nietzsche diz o seguinte: " A palavra grega que designa o sábio se prende, etimologicamente a sapio (eu saboreio), sapiens (o degustador)[...] A sabedoria é, assim, a arte de degustar, distinguir, discernir. O homem do saberes, diante da multiplicidade, "pecipta-se sobre tudo o que é possível saber, na cega avidez de querer conhecer a qualquer preço"; mas o sábio está à procura das "coisas dignas de serem conhecidas". Imagina um bufê: sobre a mesa enorme da multiplicidade, uma infinidade de pratos. O homem dos saberes, fascinado pelos pratos, se atira sobre eles: quer comer tudo. O sábio, ao contrário, pára e pergunta ao seu corpo: " de toda essa multiplicidade, qual é o prato que vai lhe dar prazer e alegria?" E assim, depois de meditar, escolhe um... "
Seja, deguste, não fique parado perdendo tempo, "travado" tentando se organizar, pois como disse Kant "Ciência é conhecimento organizado. Sabedoria é vida organizada.".


Posts relacionados: Série Sabimento

11 de set. de 2010

V zio

4 comentários:
Sin-o fal-a,
n-m s-i o qu- não t-nho.
S-nto em m-m um vaz-o,
e-pero não -er, do mundo, um de-denho.

Quer- t-ques de am-r.
Que-o -eais ve-dades.
Qu-ro qu- -xista mais f-rvor.
Q-ero, ao menos, sentir sa-dades.

Sum- v-zio!
Suma vazio de mim!

31 de ago. de 2010

Espadas ao alto! Ao chão, soltos escudos! À vitória!

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nota: caros amigos e leitores, não é algo que verão nesse blog, mas o momento pede-me para que eu repita este post.
Quantas são as tormentas pelas quais passamos!
Sufocados somos e nossas peles se sujam, assim como nossas almas, com as impurezas de nossas vindas e idas na vida. A cada passo que damos à frente levantamos sujeira, pó do chão, e este se empreguina em nós!
Nossa língua afia-se como uma espada de dois fios, primeiramente para nos defender, mas acabamos nos tornando os atacantes, mas se achas que não fazes mal algum à alguém, "Não é para vós este país de geleiras e rochas! Aqui é preciso ser caçador e antílope!"
Gritamos- sim gritamos- no fundo de nossos seres, mesmo que mostrando sermos independentes: "espero meus amigos, noite e dia, onde estais, amigos meus? Vinde! É tempo, é tempo!", queremos tê-los ao nosso lado [...]
Comecemos aprender a lidar com as flechas que nos lançam, e utilizemos nossos escudos emblemáticos e nostálgicos para nos defender e serem como mostra de sermos guerreiros-alvos, pois são mais atacados os que melhor atacam. "Lutador que muitas vezes venceu a si mesmo? Que muitas vezes lutou contra a própria força, ferido, paralisado pelas vitórias contra si mesmo?"
Chega-se à meta pela qual se luta, a vitória, mas não peço que lutem pelo simples fato de não quererem perder, mas lutem pela sede do vinho que transborda da taça dos vencedores; "Celebremos, seguros de uma mesma vitória, a festa das festas! Zaratustra está ali, o amigo, o hóspede dos hóspedes!"

Nota: os trechos entre aspas são trechos retirados de "DO ALTO DOS MONTES", poesia-epílogo de "Além do bem e do mal"- Friedrich Nietzsche

14 de ago. de 2010

Corpo. Fala. Dança!

Um comentário:
Sabe quando se nota que tem liberdade? Quando seu corpo dança sem ao menos ouvir uma música.
Sem ser reprimido, ou temeroso, ou se preocupando com o pensamento e achismo alheio, o verdadeiro ser livre não simplesmente existe, ele vive, e também não se satisfaz em só viver, deseja viver com toda intensidade.
Sabe-se que é um ser recluso quando, nem ao menos se sozinho, e sem saber dançar, não se dança, mesmo sem música, mesmo que você tenha que cantá-la ou tocá-la em sua mente, alguém que é cativo de viver não consegue ritmar seu corpo com o som que ouve. Porém, quando uma mente é livre, o corpo na qual ela habita consegue dançar desde o mais underground rock até ao forró mais pé de serra, mesmo errando todos os passos, nem que seja só pulando e se agitando, a sensação de liberdade se aflora quando dançamos.
A dança é um simples exemplo da preocupação que existe, por todos, com relação ao mundo a volta e pessoas ao redor; o desejo de viver e fazer as coisas tem de ser realizado; não devemos ter medo, nem receio de viver, de fazer as coisas que nossas mentes anseiam, pois isso poderá nos trazer prejuizos, desde dificuldade de comunicarmos com as pessoas até de expressar-nos.
Dance! Seja e viva! Faça! carpem diem! Ache-se, e a quem você é também!

31 de jul. de 2010

Corpus Toccare

5 comentários:
Um toque, um gesto, o que for!
Quem já não recebeu um abraço forte de alguém e pensou "há quanto tempo não me sinto assim?"; a falta de um contato humano nos deixa vulneráveis, e quando o recebemos parece que aquele corpo, humano igual ao seu, levou um pouco de um fardo que carregávamos. Mesmo que estejamos em um dia ruim, não há como resistir à um sorriso que nos lançam, parece que fora nós mesmos quem sorrimos.
Olho no olho. Há contato mais fidedigno do que a troca de olhares? Há palavras que valem mais do que aquelas que se ouve quando ditas pessoalmente? Há carinho mais valioso do que aquele, feito na sua face, com a mão daquela pessoa que só lhe quer bem?
Timidez, insegurança, medo; qualquer que seja o que te impede de demonstrar, com seu corpo, o que sentes, lance-o para longe! Tire-o do seu caminho e de você! Seja e faça! Abrace! Beije! Acaricie! Diga o que fará bem ouvirem! E se sentir a falta disso para com você, faça-o mesmo assim, e estarás fazendo à si mesmo!

24 de jul. de 2010

Atemporal

6 comentários:
nota: desculpa pelo longo texto, mas vale a pena lê-lo e refletir sobre.Como seria bom voltar àquele dia, não? Pra refazer tudo o que acha que errou?!
Este é um pensamento comum, eu sei, e sempre o temos com o intuito de mudar, fazer diferente, por estarmos assombrados por três letras/ duas palavras: "e se".
Gian, um homem, também assombrado, por já ter perdido várias oportunidades, chances, por ter feito e dito coisas das quais se arrependera, por ter feito escolhas que deseja, até hoje, mesmo que tardiamente, mudar, buscou inúmeras maneiras de realizar um antigo sonho humano: voltar no tempo; e conseguiu. Após ficar cansado de mais um dia de pensamentos e pesquisas, foi dormir, pensando em como seria tal experiência. Acordou na manhã "seguinte" e estranhou... Aquele era o seu quarto sim, mas igualzinho ao de 10 anos atrás, se assustou quando olhou para seu corpo, foi correndo ao banheiro, tropeçando em mobílias que não estava mais acostumado com suas posições, e caiu em prantos ao ver a imagem refletida no espelho, via-se sem barba, cabelo curto, mas era ele... Sim, Gian voltou no tempo, mas algo o incomodava mais: sua mente se manteve intacta, dentro daquele corpo mais jovem habitava a mente de um adulto, com lembranças de coisas que "ainda" não aconteceram... Ficou atormentado com a idéia de viver tudo novamente, um eterno dejávu, conseguiria dominar a ciência de que voltara no tempo? Voltou ao seu quarto.
Um porém. Gian não retornou à um dia qualquer, ele reviveu exatamente o mesmo grito de sua mãe o chamando para o café, seu irmão febril, seu pai saindo de casa afoito por ser seu primeiro dia após receber a promoção; aquele seria, assim como "já" foi, um dos dias mais decisivos de sua vida. Tentou disfarçar o que sentia, vestiu-se com a mesma roupa daquele dia como que por instinto, se dirigiu à cozinha tentando demonstrar que não sabia que comeria pão com frios, bolacha de maizena com um café forte; seu corpo se movia como que sozinho, não tinha coragem de mudar um gesto qualquer.
No caminho para a escola, lá estava ela, Ariane, lhe esperando. Como foi bom ele sentir novamente aqueles lábios juntos aos seus depois de tanto tempo, mas se conteve para segurar a lágrima que estava pedindo para cair... No curto caminho à escola, no meio da conversa sobre a última semana de aula, e nos planos vestibulares, o recado o qual ele não queria receber novamente: " Gian preciso falar com você mais tarde"; o beijo conseguinte foi como um adeus de novo. Não conseguia novamente mudar nada, nem se quer uma palavra diferente passava em seu mente, mas oras, não queria voltar para refazer tudo diferente... Chegando à sala de aula sentou na mesma carteira riscada de sempre, tirou a mochila que caiu instantaneamente no chão, estava impressionado pelo fato de que ninguém notara seu olhar de pavor. Começou a prova pela qual já esperava, e inexplicavelmente, só se recordava das questões as quais sabia que tinha acertado, mesmo as que, depois daquela mesma prova a 10 anos atrás, havia consultado. Se questionou o porquê de não conseguir mudar nada... Sem respostas...
Tudo acontecia exatamente da mesma maneira, e o que mais o irritava era que ele não conseguia mudar. No intervalo da aula, já esperava ser chamado à diretoria, aquela proposta a qual aceitou para iniciar um estágio na empresa que sua família sonhava para ele trabalhar, e que sabia que, anos depois, o acusaria como maior responsável por sua falência, lhe foi feita novamente; agora, o "não" era inevitável, todas as lembranças do quanto sofreu após todos os ocorridos o dariam forças para mudar aquela sentença, mas sem prestar muita atenção, já estava fora da sala da diretoria, com o contrato assinado nas mãos, e com seu pai o abraçando e agradecendo pela decisão tomada.
Voltou à sala, e estranhamente se lembrou de algo que parecia ter fugido de sua memória: enquanto todos estavam aproveitando as aulas vagas que teriam até o fim da manhã, ele sentou-se em sua cadeira e ficou preocupado com tudo o que acontecia, ele não se recordava de que ficara aquelas três horas ali sentado e incomunicável, e assim sucedeu-se tudo novamente.
Saindo da escola, surpreendeu-se, mesmo sabendo que Ariane se aproximava para lhe dizer aquelas poucas palavras que o fizeram desacreditar em tudo o que aprendera ser aquilo que era chamado amor. Aquele fim de relacionamento o marcaria.
Cabisbaixo, fez aquele caminho de volta à sua casa novamente, parecia uma peregrinação dele com suas lembranças. Não compreendia o que revivera, estava tão aflito que se esqueceu do que estava por acontecer... Esqueceu da cena que lhe perseguiu durante anos. A bola atravessava a rua lentamente, aquela criança do outro lado parou de correr, e a bola cruzou o caminho de Gian, um pedido, um simples pedido que ele poderia ter atendido, o pedido de " ow, joga a bola ae" ecoou na sua mente, mas era tarde, novamente havia se deixado levar pela fúria, agora em dobro, e respondeu grosseiramente, com as mesmas palavras, para a criança ir pegar por ela mesma, quando notou, o carro já estava virando a esquina, cantando pneu, e a criança gritava no chão... Quando se aproximou dela ouviu aquelas palavras que o açoitaram anos e anos : "me ajuda tio, liga pra alguém... eu só tinha te pedido pra pegar a bola", os olhos se fechando agora não era mais uma lembrança, era novamente real.
Um grito... "não!". Enfim, algo o qual ele não havia feito 10 anos atrás.
Acordou novamente, tudo voltara ao normal, um sonho? Pesadelo? Infelizmente não.
Gian concluiu: só voltou no tempo para reviver, e não podia mudar algo, pois se não, ele não teria o desejo de voltar.
Gian aprendeu que o passado só nos serve para relembrar tudo o que foi aprendido, não para ser revivido e nem mudado, pois se algo acontecesse diferente, não se sabe se poderíamos voltar no tempo para mudar de volta. E se pudéssemos...?

9 de jul. de 2010

Mudança de base.

3 comentários:

Área de escape. Saída de emergência. Mantenha-se à direita.
Tá de "saco cheio"? Acabou de escorregar e cair com tudo no chão? Errou feio? Disse besteira? Fez besteira? Decepcionou-se? Te decepcionaram? Já passou pela sua cabeça o pensamento de sumir? Então preste atenção: mude! Seja lá o que for, e que você sabe que precisa ser mudado; só peço que antes avalie as consequências e circunstâncias e, se realmente, já deu vontade de sumir, mude!
E depois vêm me dizer que matariam quem "inventou" a matemática (pô pessoal, ela não foi "inventada", simplesmente surgiu, mas isso é assunto pra outra hora), mas com essa magnífica ferramenta podemos aprender uma coisa: se está complicado, difícil e você não aguenta mais tentar, e tentar e errar, simplesmente faça uma coisa: simplifique!
Não vale a pena perder tempo transtornado e preocupado com problemas que nos surgem, pense que para todos eles há uma solução, mesmo que seja rude, mas a solução existe, basta apenas buscá-la, e um passo importante para isso é mudar! Apague, refaça, e mude a maneira com a qual houve o erro. "É chato quando você erra, apaga e refaz o mesmo erro"¹, mas preste atenção no que foi errado e mude!

¹frase idealizada do post de Wesley Gado

30 de jun. de 2010

Paz de Espírito!

8 comentários:
Um sonho bom,
numa noite de insônia bem dormida!
Andar nas nuvens,
sentindo a firmeza do solo onde se pisa!
Estar leve,
carregando apenas os seus própios pesares.

 
Estar feliz só tem valor quando se passa por momentos de trizteza, e só se alcança paz onde um dia já houve guerra.
E baseado numa frase de Humberto Gessinger: "já vi o fim do mundo algumas vezes, é o sentimento mais comum, na manhã seguinte estava tudo bem"; digo-vos amigos e leitores: não se preocupe quando há tormentas, pois "as maiores e belas árvores, são as que sustentam mais fortes tempestades".

19 de jun. de 2010

Espadas ao alto! Ao chão, soltos escudos! À vitória!

2 comentários:
Quantas são as tormentas pelas quais passamos!
Sufocados somos e nossas peles se sujam, assim como nossas almas, com as impurezas de nossas vindas e idas na vida. A cada passo que damos à frente levantamos sujeira, pó do chão, e este se empreguina em nós!
Nossa língua afia-se como uma espada de dois fios, primeiramente para nos defender, mas acabamos nos tornando os atacantes, mas se achas que não fazes mal algum à alguém, "Não é para vós este país de geleiras e rochas! Aqui é preciso ser caçador e antílope!"
Gritamos- sim gritamos- no fundo de nossos seres, mesmo que mostrando sermos independentes: "espero meus amigos, noite e dia, onde estais, amigos meus? Vinde! É tempo, é tempo!", queremos tê-los ao nosso lado [...]
Comecemos aprender a lidar com as flechas que nos lançam, e utilizemos nossos escudos emblemáticos e nostálgicos para nos defender e serem como mostra de sermos guerreiros-alvos, pois são mais atacados os que melhor atacam. "Lutador que muitas vezes venceu a si mesmo? Que muitas vezes lutou contra a própria força, ferido, paralisado pelas vitórias contra si mesmo?"
Chega-se à meta pela qual se luta, a vitória, mas não peço que lutem pelo simples fato de não quererem perder, mas lutem pela sede do vinho que transborda da taça dos vencedores; "Celebremos, seguros de uma mesma vitória, a festa das festas! Zaratustra está ali, o amigo, o hóspede dos hóspedes!"

Nota: os trechos entre aspas são trechos retirados de "DO ALTO DOS MONTES", poesia-epílogo de "Além do bem e do mal"- Friedrich Nietzsche

12 de jun. de 2010

Enamore!

7 comentários:
nota: texto mais conhecido como "ah hormônios", e como prometido postado aqui (que pena que num ganhei o concurso né.... Feliz dia do metal no anelar!)Enamore
Ah, hormônios! Sem razão a mente sente, e nosso corpo aceita o encontro de outro corpo; uma mão fria na nuca quente, um arrepio; o toque repentino das línguas, como se fosse um ensaio, um beijo; um olhar que desperta compreensão, mais que uma conversa; não há tempo para pensar, tem aquele alguém ao nosso lado.
Não ter presença física, um metal no anelar ou uma pessoa pensando e nos desejando, não impede de namorar, oras, temos de ser namoráveis, saber como acordar após um sonho e se lembrar de cada detalhe, tocar como desejaria ser tocado, dormir " de conchinha" até mesmo no calor e não temer as primeiras vezes, e quando menos, estaremos nos namorando em frente ao espelho.
Não faço idéia de como nasce o sentimento responsável pelo frio na barriga, que não deixa a imagem da pessoa amada sair da cabeça e nos leva a dizer e fazer coisas inacreditáveis, nem sei seu nome, mas é inegável que amamos sentí-lo, até mesmo quando dói, pois é insaciável a vontade de ouvir aquele timbre de voz que nos conforta, abraçar aquele corpo que foi feito sobre medida ao nosso, beijar incansavelmente, até que falte ar, os lábios que aprenderam a dançar junto aos seus. Poderíamos chamá-lo de "namoro"?
Apaixone-se por esse sentimento, o namoro, porque os bens que ele propicia superam quaisquer possíveis males que aparecerão. Deixe-se levar pelos "hormônois" que nos fazem sentir namoráveis.

4 de jun. de 2010

Sabimento I

3 comentários:
Estás olhando o mundo à sua volta? Certo, agora se desligue dele, viaje para além dos muros desse mundo, abra sua mente e olhe quantas pessoas você conhece, quantas coisas já aprendeu, quantos lugares já visitou, imagine todos... Isso foi nada! Há muito mais!
O conhecimento que temos hoje não é absoluto, não é soberano, é apenas o conhecimento que temos...
Vê-se que a falta de uma compreensão maior do mundo, e do quão grande ele é, torna o ser humano, muitas vezes, irracional. Religiões, crenças, lendas, ditos populares, costumes, entre outros, são meios que mostram um senso comum, uma idéia partilhada e que não é questionada pelos que a seguem, o que acarreta falta de argumentos consistentes para debatê-los. São poucos (e muito poucos) os que não aceitam os dogmas que lhe são postos e buscam questionar e compreender tais idéias para, então, poder seguí-las e defendê-las.
Busque abrir sua mente, se libertar dos pré-conceitos que o mundinho a sua volta em ti gerou e saiba que além dele existem mais de 6 bilhões do outros mundinhos!

28 de mai. de 2010

RE

3 comentários:
Sou um que usa, que não faço, mas consumo, que não sou, mas compro ser, que quer, e adquire, a qualquer custo.
Então isso custa...e caro.
Mas então sou um, e quantos somos eu? Quantos somos todos nós? então quanto é o nosso custo? quanto custamos? quantos consumimos? consumimos, ou usamos porque somos instruídos a usar?
Então por que não:
REduzir,
REutilizar,
REciclar?

22 de mai. de 2010

De la Mancha, seja de onde for, mais um cavaleiro e seus fiéis escudeiros.

4 comentários:
Por que tanta falta de sonho e olhar fixo na cruel realidade?
Sejamos cavaleiros andantes, mesmo não sendo; sejamos Dom's e Donzelas, mesmo sendo fidalgos ou camponesas; sejamos otários ou gloriosos, mesmo sendo apenas um sonho humano.
Inventemos outros nós, um codinome, faça a imagem refletida no espelho, quando você o olha, seu melhor amigo. Fiquemos loucos de tanto ler, deixemos nossa razão nos enlouquecer.
















Vamos! Levante e enfrente aquele gigante a sua frente (mesmo que não seja um gigante de verdade, mesmo sendo um moinho de vento), e se os ao seu redor disserem que não são de verdade, prove-os que a verdade deles está mentindo, fascine-os pela sua loucura.
Morra arrependido de não ter feito, morra e não mate seu nome (ou codinome), ande, ande, ande, ande, viva como Quixote, morrendo por tanto ter andado.

20 de mai. de 2010

À minh'alma

Nenhum comentário:
Aqui sou, somos.
Estou, estamos.
Somos, ainda, e pra sempre, um.

Sabes a perfeição que há em mim!
Não teme a sombra negra
que tenta envolver-nos eu.

Queriamos saber o que se passa,
o que vinga, vive
na mente de todos,
os outros.

Mas ainda somos o mesmo eu.
A compania eterna,
a única verdade.
Somos eu.

14 de mai. de 2010

Pepita

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Quão bruto ouro és?
É difícil encontrar raridades? Assim como o "homem novo" do Humanismo? A amada que, nos faz amá-la, a cada dia? Verdadeiras amizades, que sempre te lembrarão das velhas fotos? Não!
Seja raro, único, e verás o quão raros e únicos também são os à sua volta!
Mesmo que você não seja uma peça lapidada, polida, esculpida, você é raro!
Lapide-se, "brilhe-se louco diamante!", como diria Gilmor, Waters ou Wright. Você é maior!
Quando você começar a reluzir o brilho dos raios de Sol que incidem sobre você, serás visto, e perceberão que você é precioso. PS: Prestem atenção nos que brilham ao seu redor, são raridades!

7 de mai. de 2010

Não precisamos de controles mentais.

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Um louco de pedra
por não querer ser são como uma pedra,
pois, se me chamam de louco,
só aceito ser louco de pedra!
já que, os quem, que me nomeiam louco
são pedras!

Só se movem quando os chutam.
Só se movem quando a água leva.
Só são vistos quando se amontoam.
Só são vistos como pedra.
Por isso amo ser louco,
se comparado à uma pedra!

Não sou mais uma pedra num muro,
porque detesto fronteiras,
e atravesso os limites da ciência das pedras.

Sufixo do que já foi dito.

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nota: tento por este resumir um pouco do que já escrevi neste blog, e idealizar algumas coisas. Boas leituras!

Meu Verdadeiro Amigo já me disse uma vez, enquanto eu estava sem Ter O Que Fazer. Pensar n'Um Devaneio, que a verdadeira Essência humana sentíamos Dez Anos Atrás, quando éramos crianças ouvindo Don't Worry, Be Happy no rádio do idoso vizinho. Ouvindo meu amigo lembrei como orar, mas fiz diferente, pedi à alguém, mesmo sem saber quem: " Por Favor, Vigie Meus Passos"; lembrei também que já errei e vivi muito, e hoje Retrato-me por saber quem eu sou, mas e você, quem é? Adivinhe Quem Você É! Que bom que conheço pessoas como o Seu Marajá, de muitas palavras, Sentença. Frase. Oração; Amén's e que nos ensinam a ser verdadeiro sempre, e se A Meia-Noite Está Chegando e você não consegue dormir pelos erros que cometeu ou mentiras que contou, Sorria, pois saiba que a verdade é sempre bem-vinda, sempre Vale Verdade.
E Pra Não Dizer Que Não Falei De Amores : Quem sabe ama ahora, não espera acontecer.

nota2: abra os links para ler os textos já escritos no blog, e caso queiram, comentem em algum que ainda não tenham comentado, ou queiram comentar novamente.

23 de abr. de 2010

Pra não dizer que não falei de amores I

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O que é isso, que Platão diz ser apenas sensível, porém, Camões diz que dói e não se sente?
Como acreditamos que um sentimento, até hoje, inexplicável pode ser transcrito?
Se para Nietzsche o que se faz por ele está além do bem e do mal, e que "existe muita loucura no amor, mas também existe muita razão na loucura." , oras o amor é sentimento ou razão? bom ou mau? (ou algo além de tudo isso?)
O amor aparece-nos em risos, choros, abraços, beijos... Ele engloba outros sentimentos como o afeto, carinho, admiração, ódio...
Amores: fraternal, maternal, paternal, social, afetivo, amigo, individual, coletivo...
Eros? Psiquê? Ludus? Storge? Pragma? Mania? Ágape? Philia? Kãma? Ishq? Qual destes amores é o seu preferido?
Ele é tão essencial para que, o apóstolo de Jesus, Paulo escreve-se um capítulo somente sobre ele e nele disse-se "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine." (1 Coríntios, 13; vers. 1) ?

Há'queles momentos com alguém, sozinho, algo, nos quais já amamos.
Mais que um beijo, um gesto, palavras, um bouquet de rosas com caixas de bombom, uma prova, uma noite, ele deve ser mais do que tudo isso (?).
E o mais interessante: mesmo não sabendo o que o "amor" é, continuamos a conviver com ele em nossos mundos e insistimos em falar sobre ele.
Ame! Mesmo sem saber o que isso é.

PS: leiam também, e principalmente, o post abaixo: "Pra não dizer que não falei de amores II", e comentem em ambos!

Pra não dizer que não falei de amores II

10 comentários:
NOTA: aqui vai algo que raramente aparecerá nesse blog, um desabafo pessoal, é que, juro, eu tava precisando.Não tem direcionamento, é algo que andei pensando durante uns devaneios de carência.

Como e quanto eu já errei, é sério, não quero me fazer um caso único, pois tenho ciência de que isto é comum à todos, é que já me restringi, já fiz promessas incumpríveis, já me lancei sem avaliar as circunstâncias, já dei valor demasiado à quem não merecia, já até amei (eu acho).
Hoje tenho receio; já fui mui feliz, só que, também, já me machuquei, de tal forma que pensei não conseguir me levantar, mas hoje estou aqui (graças), porém, com cicatrizes...
Quero achar para mim aquela mulher a qual, meu pensamento não seja o suficiente para imaginar, todo meu amor seja insuficiente comparado ao que ela merece, todas as regras a teriam como exceção, quaisquer palavras dos 6.909 idiomas existentes, não a descreveriam, todas as pétalas de rosas não lhe mereciam deitada sobre elas, seu brilho, aos meus olhos, fosse mil candelas mais forte que uma estrela "supernova" (acho que já deu pra entender o quanto né?). Quero tê-la em meus braços nos bons e maus momentos, quando ela precisasse de carinho ou de uma palavra mais rude, mas para o próprio bem, quero ser eu quem esteja do seu lado para ambos, quero me apaixonar por ela a cada dia pelo simples fato de ela ser apaixonante, quero que todos os beijos sejam como o primeiro e o último ao mesmo tempo, quero que cada toque desperte os mais fundos e secretos desejos e sejam como um carinho que acaricia a alma, simultaneamente, quero descobrir nela o significado de amor.
Espero que como a chuva no verão , que é certa que virá, um dia ela (seja ela quem for, que existe em algum lugar e em algum tempo) apareça para mim.

17 de abr. de 2010

Vale verdade

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É clichê dizer que "nem tudo é o que parece".
Humanos desejam tudo, desejam abraçar o mundo com seus minúsculos braços, e quando conseguem aumentá-los de alguma forma metafísica e imaginária, não consegue controlar, nem sustentar, tal peso por mui tempo. Ta aí o que é verdade: quando nos vemos; pois oras, somos reais quando agimos e nossas ações existem por simplesmente as executarmos quando, mesmo não vendo, observamos o tamanho do mundo (seja esse mundo qual for).
Maldita imaginação, expectativas... Ah! Por que ser humano? Por que esse desejo insaciável de tudo? Essa mistura de egoísmo coletivo e auto-altruísmo é estranha, né?
Precisamos enxergar o que é a verdade, e mesmo que ela pareça ser distorcida, saibam, caros à quem escrevo, ela é absoluta, e nós, humanos, a distorcemos e não é ela a torta da história. Com o passar do tempo nos adaptaremos, pois somos animais sujeitos a teoria de Darwin, e, finalmente, o que nos parecerá ser algo, realmente é/será aquilo, pois teremos aprendido a ver, e conviver com, a verdade.

10 de abr. de 2010

Sorria?

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Irônico, não? O quanto nos baseamos no mundo ao nosso derredor para podermos nos sentir nesse mundo? Não entendeu? É o seguinte: reclamamos sobre as coisas cotidianas que não agradam nossos olhos, mas será que são realmente nossos próprios olhos que não se agradam, ou simplesmente nos sentimos acuados se tivermos uma opinião e visão contrária do comum à todos?
Cada animal racional é único, somos únicos (ser humano, estranha condição como diria o velho do Restelo), mas acabamos, no fim, como fezes flutuando e indo de acordo com a maré. Oras não quero ser merda! Se somos realmente únicos e ninguém é igual a ninguém, qual o sentido de nos preocuparmos com que parecemos aos olhos do mundo? Não sei! Agimos assim e pronto! Mas se tivermos ciência da diferença entre todos nós, e as igualdades que nos regem, não seremos como aquele excremento flutuando de acordo com a maré, agora teremos bracinhos, perninhas e, o mais importante, usaremos nossa razão para nos definirmos como ser.
Todos, em qualquer dos ambientes nos quais convivemos, todos são/ somos vigiados, vigiamos as atitudes dos outros, vigiamos nossas próprias atitudes e cada passo nosso é contado. Policiamos algo que nem sabemos o que é (regras, normas, sei lá), somos milícias da maré, e se alguém cria bracinhos e perninhas logo julgamos... mas se criamos nossos próprios braços e pernas não queremos ser julgados. Entenderam o "Irônico, não?"? Sorria, você está sendo vigiado.

2 de abr. de 2010

A "meia-noite" está chegando

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Festa! Vida!
Vida, festa, baile de máscaras!
As vezes em que conhecemos as pessoas não as reconhecemos realmente, pois ainda não chegou a hora, a meia-noite, a das máscaras caírem. (Aos que não sabem, num baile denominado "baile de máscaras", o traje é a rigor o uso de máscaras obrigatório, e à zero hora, todos tiram as máscaras)
Assim como no baile, nos aproximamos das pessoas atraídos por suas máscaras e seus vestidos ou smokings de gala, somos atraídos pela imagem transmitida, mas esquecemos que não conhecemos os verdadeiros rostos por trás das máscaras; esquecemos que as aparências enganam.
Meia-noite, soam-se as batidas do relógio, as máscaras caem. Nossas reações podem ser várias, desde decepção por a máscara que caiu, não condizer com a face por detrás dela, até alívio, pois, o olhar que transpassava a máscara era verdadeiro , ou mesmo felicidade, se a beleza da máscara for inferior a da pessoa que a utilizava e o sorriso o mesmo.
Somos passíveis de erros, de acreditar que as pessoas são, realmente, quem aparentam ser; podemos também usar nossas máscaras, porém temos que escolhe-las muito bem, já que à meia-noite também teremos que tirar as nossas.

19 de mar. de 2010

Sentença. Frase. Oração; amém!

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Já questionaram-me: "por que você se pergunta tanto sobre as coisas?".
Sabia que essa é uma pergunta que eu nunca me fiz!?! Acho que, simplesmente, não devo crer totalmente em tudo que me é posto como conhecimento e real, e não desmerecendo à religiões, tanto porque sou cristão protestante e admirador de Nietzsche ( que antagónico, não?), mas crer somente em uma coisa, ter somente uma fé, nos limita o que enxergar, e não observamos as várias variáveis no universo em que vivemos. Já somos sentenciados no que devemos crer?
Questione-se, procure as respostas, e mesmo depois que consegui-las, questione-se novamente, não limite-se. Faço minhas as palavras de Humberto Hessinger :" a dúvida é o preço da pureza, e é inútil ter certeza".

relacionado a esta publicação de Samuel J. Fernandes

12 de mar. de 2010

"seu Marajá!!"

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Um dia ouvi uma história da boca de um simples senhor que beira seus 80 anos, oriental, trabalhador, e que, igual a todos que já viveram muito, ama contar suas histórias, e era o seguinte:
"meu menino, não adianta viver a se questionar, mas também não adianta viver sem respostas; não importa dar um passo, e muito menos sair correndo; não tente ouvir seu coração se é a sua mente quem fala com você, nem tente imaginar o que sentirá no futuro, pois o único que demonstra dor é o coração.
eu já vivi muito, e aceito o fato de que não viverei o mesmo tanto mais, mas não me arrependo de ter me questionado sobre o mundo e de ter achado as respostas, nem me cansei de dar passos, ou correr por ai, mas sempre pensei com a cabeça e senti com o coração; tome cuidado pra não se confundir com esses dois"

Hoje admiro mui a sabedoria das palavras do Sr. João Ashi Jounii

nota: "seu marajá"é como carinhosamente muitos chamam o Sr. João

Adivinhe quem você é

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Seria bom se já pudessemos planejar as lembranças que teríamos daqui 20, 30, 40 anos, quando possivelmente estaremos numa fase de pensar em descanssar, aproveitar os frutos do trabalho de nossas mãos, e inevitavelmente olharemos para trás no tempo de nossas vidas.
Se hoje já temos essa capacidade de lembrar o nosso curso de vida, até então percorrido, teremos mui mais com o decorrer do nosso viver. Mas você ainda carregará uma pergunta com você, quando for lembrar de sua vida? Para ser mais específico, ainda se perguntarás quem és, ou terá definido?
Deveriamos viver cada momento, pensando que ele poderá perambular pela nossa mente futuramente e seremos meros espectadores de um filme que se sabe o final, pois ora, vivemos aquilo! Então, se no fim do filme você ler os créditos e um nome que não seja o seu estiver ao lado de quem te interpretou, procure viver seus momentos hoje como você mesmo, para que na próxima lembrança possas viver seu próprio papel na sua história de vida; para que daqui 20, 30, 40 anos, se orgulhe de ter vivido a sua própria vida.

5 de mar. de 2010

Retrato-me

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No meu lugar, eu não erraria mais,
Não acordaria tarde, tendo ido dormir cedo,
Faria segredo de quanto chocolate me satisfaz,
Nunca mentiria para sobreviver,
Nem entraria em um quarto escuro com medo,
Já que o tempo nos ensina a não mais temer.

No meu lugar, eu continuaria a tentar ser perfeito,
Ainda adulto, diria "te amo" com a sinceridade de uma criança,
Descobriria do que um abraço é feito.
Poderia até pular carnaval sem fantasias.
Guardaria minhas amizades não só na lembrança
e poderia aprender a escrever poesias.

26 de fev. de 2010

Por Favor, Vigie Meus Passos.

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Você tem alguém em quem confiar? Tens um porto seguro para atracar-se? Existe em seus caminhos algo que ilumine-os?
Na sociologia obtem-se o conhecimento de que "o homem é um ser social", entretanto há várias "sociedades" em que o homem pode viver, desde o mundo como um todo e globalizado, até mesmo numa relação com alguém, e é nesta última que me foco nesse texto.
Mesmo que convivendo em ambientes iguais, sempre temos uma relação individual distinta com cada um que se socializa conosco, e temos que admitir que é muitíssimo improvável que sua avaliação cada uma dessas relações é o mesma do outro lado. Ao ponto que quero chegar: confiamos nos que estão ao nosso lado?
A primeira parte quem deve fazer é você mesmo, ao avaliar com quem se relaciona e chegar ao resultado de que você é confiável, logo após então procurar o quão confiável esse alguém é, e se houver similariedade nas avaliações de ambas as partes, então pode-se iniciar um relacionamento de confiança não importando em qual meio social estejas.
Note a sua volta, veja se em quem confias, realmente, também confia em você; e também a sua volta, note quem pode confiar em ti, pois essa pessoa provavelmente pode estar querendo ser alguém que esteja ao seu lado, lâmpada para os seus pés a cada passo que dá e o porto que lhe trará segurança quando estiver um alguma tempestade no "mar mundo".

12 de fev. de 2010

"Don't Worry, Be Happy"

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É chato quando vem aquele pensamento que deixa pra baixo qualquer um, em um estado de depressão repentina, os olhos começam a ficar quietos em poucos pontos fixos, a boca diminui ao ponto de quase fazer um "bico de criança emburrada", comumente a cabeça declina para baixo junto com sua auto-estima naquele momento. Há pessoas que nesses momentos ouvem músicas, vão deitar e tirar um cochilo, procuram algo para distrair-se, tudo que for válido para passar esse sentimento e/ou pensamento.
Coisas boas podem ser retiradas deste estado momentâneo; coisas que podem ajudar em um futuro, no momento, no decorrer da vida; coisas estas, como a percepção que é tão bom se sentir bem e feliz, que não vale a pena perder tempo alimentando um fardo pesado em cima de você.
Como diz Bobby McFerrin, na música que dá título à esse texto, " em toda vida nós temos alguns problemas, mas quando você se preocupa, você os duplica", deprende-se daí que não devemos perder o nosso valioso tempo de vida se procupando com o problema que surge, mas sim com a solução deste, mesmo que essa solução seja, como dito no início, um cochilo, uma música, qualquer coisa, e mesmo que a solução deste empecílho continue distante pense no seguinte: é melhor dar um passo a cada dia em direção à montanha para transpassá-la, do que passar esse dia inteiro olhando a montanha de longe e reclamar que quão distante ela está.

5 de fev. de 2010

Dez anos atrás

4 comentários:
Há um momento, que se não ocorreu ainda, eu sugiro que tente fazê-lo: passar um tempo observando crianças, todas possíveis, desde as bem-educadas e certinhas, até aquelas traquineiras e "levadas", mas evite comparações, entre elas, e com você mesmo, apenas observe-as; ouça os sons de suas vozes, seus passos apressados ou tão lentos que os pés se arrastam no chão, note seus gestos, os toques com os brinquedos, com os amigos, a inimportância com a mão suja que vai à boca, ou à roupa, até a possível agressão à um "coleguinha", verbal ou fisicamente; o piscar de olhos, o bocejo, o olhar... Lembras de quando fostes assim? a despreocupação com o dia de amanhã, quando não sabias o valor do poder, do dinheiro, das palavras, dos tais gestos, sons, passos, agressões, e que não se deve colocar a mão suja na boca, ou limpá-la na roupa, não queriamos saber da crise mundial, do pouco aumento de salário, da corrupção política, do desmatamento, aquecimento global, que curso fariamos na universidade, casamento, filhos (mais crianças).
Quando éramos crianças queriamos ser crianças quando iamos brincar, ganhar presentes, sair para passear. Quando éramos crianças queriamos ser adultos para dormir mais tarde, sair com os colegas, fazer o que quisessemos. Quando, agora, somos crianças, não queremos ir a escola, ao trabalho, pagar contas, dar satisfações. Quando somos adultos esquecemos que já fomos crianças, que já fomos mais felizes por simplesmente querer ser feliz e não se importar com o resto.
Ainda podemos ser crianças, pois veja, as crianças falam o que querem, andam ou correm como querem, tocam, mexem, manipulam seus pertences, tem amigos, tem conflitos, nós apenas já sabemos que não é bom pôr a mão suja na boca, mas que devemos lavá-la. Não deveriamos nos ver como adultos/ jovens, deveriamos ser crianças crescidas, crianças que já podem dormir mais tarde, sair com os colegas, fazer o que quiser (tendo ciência das conseqüências), pois,mesmo quando eramos crianças, mesmo não querendo, tinhamos que ir à escola, dormir cedo, e quando somos crianças,hoje, temos de ir ao trabalho, pagar nossos débitos, e dar satisfações à quem devemos.
Não incito que deveriamos esquecer dos problemas, mas apenas encará-los como crianças, crianças que somos hoje, essa criança crescida, e não devemos esquecer que já fomos crianças, que rimos muito, nos divertimos, choramos quando nos machucamos, e que fomos felizes por simplesmente querer ser feliz; por querer ser criança.



nota:O título se refere a minha idade, pois tenho 18 anos, logo não preciso explicar o porquê de "Dez anos atrás"

29 de jan. de 2010

Essência

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Há uma coisa que sinto falta na maioria dos humanos, um sentimento, uma ação, algo desse tipo.
Os homens perderam a percepção de coisas simples; não sentem a essência que uma pessoa exala quando ama, quando alguém sofre, ri ou chora.
Não se sente mais uma ligação natural entre os de nossa própria espécie, uma força que nos identifica como iguais. Quando vemos um de nossos sofrendo, ou feliz, nos resguardamos em compartilhar daquele sentimento, isso chegou a tal ponto que não conseguimos mais estender a mão a nós mesmos para sairmos de buracos em que caimos durante nossa jornada, ou às vezes não conseguimos achar uma forma de expressar nossa alegria, como diria Chico Holanda "temos tanta alegria, adiada, abafada, quem nos dera gritar", mas será que gritar é a forma que queriamos nos expressar?
Às vezes, por não saber como reagir, pecamos contra nós mesmos, simplesmente por não sabermos o aroma da essência da dor, do amor, da alegria, do ódio... Mas ainda, como sempre, há tempo para aprender a sentí-los; em cada olhar que lançamos à uma criança pedinte pelos faróis, a cada suspiro que sai, sem percebemos, quando vemos a pessoa desejada e num momento de uma conquista, ou decepção.
Uma simples atitude de prestar a atenção ao nosso redor e em nós mesmos, e tomar atitudes que julgar serem boas, não só para sí, também para com o seu próximo, mas como à ti mesmo, poderá levar-te a ser uma pessoa melhor até mesmo aos seus próprios olhos.

22 de jan. de 2010

Ter o que fazer. Pensar. Um devaneio.

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Um momento sem nada em mente acho ser algo impossível. Sempre tem aquela música chata, da banda que mais odeia, e que o vizinho não pára de ouvir, que vem à cabeça; aquela cena de dejavi que aconteceu ontem e não consegue lembrar se foi num sonho, premonição, ou realmente aconteceu duas vezes exatamente iguais; há também aquele clichê como: "não contavam com minha astúcia", "é você Perry, o ornitorrinco" ou "Bazinga!"; até mesmo lembra daquela coisa que ia falar pra alguém, mas esqueceu, tentou lembrar, não conseguiu, e agora é tarde demais pra contar.
O interessante é que isso sempre acontece quando não temos o que fazer, ou não queremos fazer algo, provavelmente nestes instantes estamos querendo ouvir música, trocando os canais procurando algo que interesse, ou estamos na cama querendo dormir ou acordando, mas também quando estamos confortáveis e alguém está falando algo que não é de seu interesse, ai começamos a pensar no almoço, na música que você está, há três dias, querendo baixar e nunca lembra do nome quando abre o "Limewire", naquela (e) garota (o) que você deveria ter perguntado o nome e pedido o "msn" ou no minimo o número do telefone, e quando se dá conta, está com o dedo no nariz, de boca aberta e cochilou no meio da reunião da igreja ou perdeu a explicação de biologia sobre a reprodução das pteridófitas.
Mas somos todos humanos, e se você leu e não se identificou com ao menos uma das situações, certifique-se se você não acordou no corpo do seu cachorro, se não, você passará alguma vez na vida por tais situações.

21 de jan. de 2010

Meu verdadeiro amigo

5 comentários:
NOTA: não sabia realmente o que postar, resolvi então expor esta poesia que escrevi, e além disso, peço que leiam-a para si próprios, e tentem (insisto tentem) adquirir algum novo pensamento a respeito de quem és, o que necessitas, o que buscas e, principalmente, a quem dão valor. PS: juro que essa será uma das únicas postagens gigantes. =D


Meu verdadeiro amigo

Já vi definirem a vida como
uma “Infinita Highway”,
uma “Escadaria para o Paraíso”...
e nela estamos com um único propósito:
chegar ao fim.

Como seguimos essa jornada,
somente nós quem decidimos!

Pode ser duro se no meio dela
você olhar para os lados e não ver nada,
nem ninguém.
Olhar para frente, e não ter certeza do que está vendo.
E a opção que lhe resta é olhar para trás;
ver tudo o que você já fez nessa jornada,
quantas curvas sinuosas,
quantos degraus inseguros 
você já transpassou,
e procurar nas entrelinhas, lições que ainda não foram aprendidas.

É duro ter que olhar para trás...

Pois rever tudo que já se passou,
perceber as inúmeras oportunidades que você perdeu,
se arrepender... é difícil;
mas o arrependimento consiste em se redimir do que fez,
e não torna-lo fazer.

Mas após essa “auto-tortura” 
você volta a olhar onde você está hoje,
e dói, muito mais, não ver mais aquelas pessoas que você tinha ao seu lado,
que te faziam bem,
que te fizeram ter vontade de continuar caminhando
e não se preocupar com o fim da “escadaria”,
com o fim da linha;
e saber que hoje elas não estão ao seu lado,
que elas podem nem nunca mais ter pensado em você,
talvez nunca sentiram sua falta 
porque te substituíram por outra pessoa.
Dói demais olhar ao seu lado e não ver nada de novo
tudo é o mesmo de antes,
parece até que fostes o único a mudar;
são os mesmos sentimentos, as mesmas palavras,
as mesmas faces,
nenhuma voltada pra você como queres
e nada de novo.

A dor...
a dor da solidão...
aquele gosto amargo na garganta,
amargura de soluços presos,
de lágrimas não mais derramadas,
que ficam presos querendo sair,
apertando, maltratando e
ao mesmo tempo,
te fortalecendo.

Olhar...
bem que já ouvi dizer:
“os olhos são as janelas da alma”,
“ o que os olhos não vêm o coração não sente”,
olhar...
perceber...
notar, que há nada nesse mundo em que vives,
mundo que compartilha com todos,
nada é perfeito
como buscastes sempre ser,
e infelizmente parece que desististes...
Por quê?
Não faça isso com você mesmo!
Não desista!
Você pode!
Eu sei!
Pois eu sou você...
e fiquei aqui preso
junto a esse choro que agora inunda e lava sua alma,
escorrendo pelo seu corpo assim como essas lágrimas,
não faça isso comigo,
eu te amo,
mesmo não merecendo,
mesmo tendo quase desistido,
eu ainda estou aqui!
Não vou desistir de você.

Não faça com que o mundo te enfraqueça,
pois enquanto estava, eu, aqui preso,
você ficava cada vez mais forte,
nós ficávamos cada vez mais fortes,
e juntos não poderemos ser barrados.

Durante sua caminhada você não se preocupou,
em nenhum momento,
em olhar para mais um lugar,
aqui,
você mesmo,
você procurou em todos os lugares algo, alguém,
tentou ver o topo da escadaria,
tentou ver o que estava adiante da curva,
e nem ao menos se preocupou comigo,
nem ao menos se preocupou consigo.
Mas quero que saibas que mesmo assim eu te amo.
O que passou, já foi, infelizmente não volta mais,
mesmo você querendo,
e mesmo eu sabendo que se voltasse,
farias tudo diferente, farias tudo pensando em nós, em você;
não é o certo...

Mas eu também sei que és “cabeça dura”,
um pouco orgulhoso,
frio quando é preciso,
mas o nosso coração é como de uma criança,
que só quer carinho,
um pouquinho de atenção.
Eu lhe conheço como ninguém nesse mundo conhece,
e nunca irá conhecer.
Eu sei os motivos de seus atos,
até mesmo quando você “não sabe”,
eu estou aqui para te fazer pensar, e saber “os porquês”.
Eu sei de cada coisinha que se passa nessa mente tão fértil,
mente brilhante, que tenho prazer em conseguir decifrar,
até que dá um certo trabalho,
mas assim que é bom ?
Assim que é a vida ?
decifrante”, “trabalhosa”, e “interessantíssima
assim como você “oh poeta!”.

Confie em mim,
confie em si,
e se em algum momento sentir a necessidade de procurar por alguém,
para te ajudar naquilo que nem você consegue explicar o que é,
pode ter certeza que eu já saberei o que se passa,
e estarei aqui!
É só lembrar de mim aqui,
nem na frente, atrás ou ao seu lado,
e sim em você.
E só para reforçar:
EU TE AMO!

Conteúdo do Wonder Yourself sob licença de direitos autorais e Lucas Andrade. Informações sobre divulgação e reprodução de conteúdo clicando no objeto imagem Licença Creative Commons